quarta-feira, 15 de setembro de 2010

HISTÓRIA DO GREEN BUILDING

Os indivíduos e as empresas vieram construir casas verdes ao longo dos últimos trinta anos, ainda assim, dentro desse prazo, o movimento verde tem crescido constantemente. A história do edifício verde remonta muito mais longe. Foi no meio da revolução industrial que Henri Becquerel primeiro testemunhou a transformação da energia solar em energia elétrica, conhecida como energia fotovoltaica. Nessa mesma época, final dos anos 1800 ao início de 1900, uma série de usinas de energia solar foram construídos para utilizar a energia do sol para utilizar o poder do vapor. Então, na década de 1950, a energia solar foi usada em uma escala extremamente pequena, abrindo caminho para a solução do painel solar, vinte anos depois.
 

Durante a crise energética da década de 1970, edifício verde passou de investigação e desenvolvimento para a realidade. Construtores e designers estavam procurando uma maneira de reduzir a dependência de edifícios e casas a combustíveis fósseis e preocupados com o meio ambiente desenvolveram técnicas novas. Com intenção de reduzir ao máximo o uso de produtos que acabassem com o meio ambiente e conseqüentemente o planeta terra.

 



Desde então, os desenvolvedores foram capazes de construir mais eficientes construções visando a melhor qualidade de vida da população existente e a população que chegaria com o passar dos anos. Além disso, durante este período de transição, os designers e os consumidores começaram a questionar, se os painéis solares poderiam tornar os edifícios mais eficientes, as contas de energia mais baixas,  e reduzir o impacto negativo sobre o meio ambiente.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

ATUALIDADES


Reciclagem do entulho
             Segundo os arquitetos responsáveis pelo projeto, mais de 70% dos quase 30 mil m³ de concreto que serão retirados no antigo estádio serão aproveitados na construção da nova arena e em outras obras de Salvador e Região Metropolitana. O aço e demais metais retirados dos entulhos também serão encaminhados como matéria-prima para a indústria siderúrgica.
Um equipamento de britagem com capacidade para processar 30m³ por hora de concreto também foi utilizado na obra para separar o metal da madeira e transforma o concreto em agregado para reuso.
Com isso, a construção segue às normas do projeto Gol Verde, recomendadas pela FIFA, que aconselha às cidades sedes a empregarem quesitos de sustentabilidade em seus estádios.
             Além da reciclagem dos materiais da antiga estrutura na futura obra, o projeto recomenda a adoção de medidas que levem à economia de água, reuso do esgoto tratado, aproveitamento da água da chuva, diminuição e reciclagem do lixo gerado, sustentabilidade energética, ventilação e iluminação natural.
A futura arena multiuso terá capacidade para 50 mil pessoas que poderão usufruir dos três níveis de arquibancada, 50 camarotes, museu do futebol e área de alimentação.
              Seguindo as normas do projeto Gol Verde, recomendadas pela FIFA, o novo estádio empregará diversos quesitos de sustentabilidade como economia de água, reuso do esgoto tratado, aproveitamento da água da chuva, diminuição e reciclagem do lixo gerado, sustentabilidade energética, ventilação e iluminação natural.
              Outro destaque da obra é a reciclagem dos materiais da antiga estrutura. Um equipamento de britagem com capacidade para processar 30m³ por hora de concreto está sendo utilizado na obra. Ele faz a separação do metal e da madeira e transforma o concreto em agregado para reuso.
Assim, 73% dos quase 30 mil m³ de concreto que serão retirados no antigo estádio serão aproveitados na construção da nova arena e em outras obras de Salvador e Região Metropolitana. O aço de construção e demais metais retirados da obra serão encaminhados como matéria-prima para a indústria siderúrgica.
Com isso, a Fonte Nova se encaixará nos planos do governo brasileiro de fazer uma “Copa Verde” em 2014. Segundo o presidente Lula, a Copa do Brasil terá a sustentabilidade ambiental como uma prioridade e para isso, além da construção de estádios sustentáveis, implantará sistemas de transporte inteligentes em todas as cidades sedes.

PRODUTIVIDADE ALCANÇADA - CUSTO DA CONSTRUÇÃO

“Uma construção verde pode ter um acréscimo de até 9% no  preço por metro quadrado”.


Construções comuns - entre R$ 2 mil a R$ 2,5 mil/m²

Mesmo que o custo da obra seja inicialmente maior, a diferença será compensada na manutenção operacional do prédio e até na produtividade dos funcionários de escritórios que ele abriga.




ESTIMATIVA DE RETORNO DO INVESTIMENTO




Aproximadamente 7 anos e meio.

Através da economia de operação:

v Custo de energia (-40%)

v Custo de água (-50%)

v Custo de Manutenção (-30%)


Além da diminuição do impacto ambiental e da emissão de carbono em até 35%, há a redução dos custos de energia (40%), de água (50%) e de manutenção (30%). Toda essa economia, somada, ao longo de sete anos, em média, possibilita o retorno total dos investimentos para as construções dentro do conceito verde.

“A obra custou aproximadamente 5% a mais do que o valor de um prédio normal”, informa Henrique Paixão, Diretor de Contrato responsável pela obra. “No entanto, além de recuperar esse investimento em pouco tempo, vamos racionalizar os recursos ambientais e influenciar as pessoas a desenvolverem uma consciência mais sustentável.”



“Prédio “verde” que não gera economia na operação não pode ser considerado sustentável. ”



PRODUTIVIDADE ALCANÇADA - INOVAÇÃO EM PROJETO - Cont.



A produção de cada 3 kg de concreto gera 0,4 kg de CO2 lançado na atmosfera. Deixamos de lançar na atmosfera aproximadamente  9 toneladas de CO2, que equivalem à:


v 5.500 quilômetros (redução no consumo de combustível);

v 15.500 kwh (redução no consumo de energia elétrica);

v 240 botijões de gás (redução no consumo de gás).

(Fonte: Carbon Free – Iniciativa Verde)

PRODUTIVIDADE ALCANÇADA - INOVAÇÃO EM PROJETO

Estimula a aplicação de idéias inovadoras sustentáveis.



  • PLANO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Promove interação entre os colaboradores envolvidos no empreendimento e a sustentabilidade – feito através de visita a Trilha Ecológica existente no local, além de treinamento de integração, onde é discutido temas como segurança do trabalho, saúde, qualidade e meio ambiente. Também incentivo à reciclagem, feita através de coleta seletiva, na qual foi implantada em vários pontos da obra para armazenagem de resíduos diferentes, destinados à uma cooperativa de reciclagem para serem reutilizados.




  • BUBBLEDECK

Utilização de um novo método dinamarquês para a construção de lajes (Bubbledeck), o qual reduz o uso de cimento entre 35% e 50%.

v Sistema construtivo que elimina o concreto do meio da laje;

v Esferas de polipropileno “ocupam” o lugar do concreto;

v Não desempenharia função estrutural, pode reduzir o peso próprio da laje em até 35% com mesma capacidade de carga;

v Redução substancial de materiais (concreto) e transportes, emissão de gases e energia.




PRODUTIVIDADE ALCANÇADA - MATERIAIS E RECURSOS

  • GESTÃO DE RESÍDUOS
Local para coleta de materiais recicláveis. Este local possui fácil acesso para os funcionários de manutenção e limpeza do empreendimento, assim como para os veículos de coletas.

  • MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO
Foi utilizado piso elevado, que tem na sua composição 42% de material reciclado pré-consumo e 42% de material reciclado pós-consumo.

O piso é de material 100% reciclável, utiliza polipropileno proveniente de plástico descartado.  Com a utilização deste material, empresa produtora do piso, reduz de forma significativa a demanda por matéria prima virgem, além de minimizar a emissão de resíduos e a poluição. As placas do piso são muito leves, em média 3 vezes mais leve que as metálicas, o que possibilita maior rapidez na sua instalação e manutenção e dá total flexibilidade nas mudanças de layout.


PRODUTIVIDADE ALCANÇADA - QUALIDADE DO AMBIENTE INTERNO

Melhorar a qualidade do ambiente dentro do edifício, contribuindo para o melhor conforto e bem estar dos usuários.




  • CONTROLE DA FUMAÇA DE TABACO
Tem o objetivo de minimizar a exposição dos usuários, superfícies internas e sistemas de distribuição de ar à fumaça de cigarro. Para isso a obra adotou uma área designada para fumo de no mínimo 8 metros de qualquer entrada de ar, além  de indicar por todo o prédio a proibição do fumo.





  • MONITORAMENTO DO AR
Instalados no edifício sensores de CO2 em diversos ambientes para as devidas medições.



  • VISTA EXTERNA PARA  DAS ÁREAS OCUPADAS
 O edifício possui 93% das áreas regularmente ocupadas com acesso visual às áreas externas, já que 35% da fachada contemplam esquadrias em pele de vidro, em alumínio anodizado e vidro fumê, além de painéis de vitrôs.